quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Bem-vindo a Campos

Estava ontem subindo a Formosa de carro e, por erro meu, quase atropelei um motociclista. Seria algo não muito digno de nota - já que nada aconteceu - não fossem alguns detalhes.

Vinha, como disse, pela Formosa na faixa da direita quando o carro da frente - um desses, com design moderno, que se parece com todos os outros - simplesmente parou. Eu, que vinha atrás, parei também, esperando que descesse alguém ou algo do tipo. Nada. Como percebi que o carro não dava sinais de que iria sair dali, me preparo para passar à outra pista. Tenho um problema secular com espelhos retrovisores. Eles sempre têm um ponto cego para mim, de modo que sempre tenho que mover a cabeça ou olhar fora do carro para pegar esse tal ponto. Desta vez, puto com o sujeito com o carro parado no meio da rua, esqueci deste movimento e eis que vinha uma moto e foi o que contei no primeiro parágrafo. O cidadão desce da moto - uma destas pequenas, tipo Biz - e começa a reclamar (era daquele tipo que desce pra arrumar confusão e tal) e, como eu estava errado, simplesmente pedi desculpas e esperei que o sujeito terminasse de falar. Findo o festival de insultos, qual é a primeira coisa que o motociclista faz? Atravessa a 13 de Maio com o sinal vermelho.

A moral da história é que reclamamos de Mocaiber, Arnaldo, Garotinho, Rosinha e assemelhados mas estes são apenas a ponta do iceberg. Basta fazer um pequeno passeio de carro pelo centro da cidade para perceber que cidadania e respeito com o espaço público aqui são piada. Campos - ou pelo menos a Campos motorizada, do carrão à mobilete - merece, com louvor, os políticos que temos.

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