quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

eternidades da(s) semana(s) - 23 a 29/11/08

Tirando o atraso. Vamos nessa!

ROGÉRIO SKYLAB - Skylab VIII
2008


Eu nunca achei que isto fosse durar tanto: Rogério Skylab chega ao oitavo CD. Nono, se contarmos o primeiro disco, que não entrou na numeração.

O disco começa com Tira Tudo, um experimentalismo bem legal com violões. O início promete. Não há pressa alguma no disco: das 16 músicas, apenas quatro têm menos de 4 minutos. Algumas mais de sete.

O som continua, como já é costume, excelente. Músicas impecavelmente bem tocadas e bem gravadas, mantendo o padrão cultivado desde o já longínquo Skylab II. É possível perceber em todos os momentos a obsessão de Skylab pela repetição: sons, linhas melódicas, letras. Em mãos menos habilidosas, isto, somado a músicas grandes, poderia ser um tedioso desastre sob todos os aspectos, mas não. Aqui tudo parece calculado, e talvez seja mesmo.

As letras, por incrível que pareça, estão mais palatáveis para sensibilidades, digamos, mais amenas. Mas mesmo assim ainda dá pra se chocar com as letras do Skylab, como em Meu Diário.

Ou seja, pra quem já conhece o trabalho do Skylab, nada mudou. Pra quem não conhece, vale a pena ouvir um maldito moderno com o trabalho em construção. Porém, o melhor ponto de entrada para a obra de Skylab - e até hoje o melhor disco de sua carreira - é o Skylab II. Um megaclássico, que um dia terá neste blog sua devida resenha (resenha de verdade, na seção resenhas, não as impressões corridas desta coluna).

Os destaques vão para: Casas da Banha (uma regravação de seu primeiro disco), que os mais antigos certamente se lembrarão da musiquinha "vou dançar o cha-cha-cha/casas da banha/alegria vem de lá/casas da banha" e curtirão a visão skylabiana sobre o assunto; Eu Sou Cliente de Lá e Peida, Peida, respectivamente, uma balada e um rockão que trazem de volta o bom e velho Skylab; Preciso de Você Comigo, música lentinha na qual a voz de Skylab me lembrou muito outro maldito, Jards Macalé, e O Ar, inacreditavelmente leve, desencanada e divertida.

Não é o melhor trabalho do Skylab, nem mesmo um dos melhores, mas ainda assim é um disco bem legal.

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