segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

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JARDS MACALÉ - Macao (2008)


Jards Macalé é um dos grandes-nomes-que-ninguém-conhece da MPB, também chamados "malditos". Neste disco, com violões até dizer chega, Macalé traz músicas antigas suas, como Farinha do Desprezo (famosa nos 80 nas mãos do Camisa de Vênus), Boneca Semiótica e The Archaic Lonely Star Blues. Tem ainda covers famosos como Ne Me Quitte Pas (sim, é aquela), Corcovado (Tom Jobim), Um Favor (Lupicínio Rodrigues), Só Assumo Só (Luiz Melodia) e Ronda (sim, é "à noite eu rondo a cidade...") e algumas inéditas.

É um disco estranho, e não se esperaria outra coisa de Jards Macalé e sua inconfundível voz ovo-na-boca (quem não conhece pasme: ele ganha fácil do Eddie Vedder). Os arranjos dos covers soam estranhos (só Ronda soa tradicional - até demais, diga-se), as músicas voz e violão soam estranhas (talvez justamente pela voz - também estranha). E a onipresença da estranheza é justamente o mais legal do disco.

O único porém do disco são as inéditas Engenho de Dentro, Se Você Quiser e Balada: não que sejam ruins (estão longe disto), mas esteticamente estão deslocadas do disco, são sambinhas elegantes em meio à depressividade minimalista de voz e violão do resto do disco.

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