sábado, 8 de agosto de 2009

quadrinhos de junho (ainda...)

CRISE NAS MÚLTIPLAS TERRAS
Gardner Fox (roteiro), Mike Sekowsky (desenhos), Bernard Sachs e Sid Greene (arte-final)
(Panini Comics, 2008 - DC Comics, EUA, compilação de 1963 a 1966)


OS MAIORES CLÁSSICOS DOS VINGADORES - VOLUME UM
Roy Thomas (roteiro), Neal Adams, John Buscema e Sal Buscema (desenhos)
(Panini Comics, 2006 - Marvel Comics, EUA)


Definitivamente, os quadrinhos de super-heróis só chegaram à maturidade nos anos 80, pelas mãos de Alan Moore, Frank Miller e companhia. É a impressão que tenho toda vez que leio quadrinhos mais antigos como estes dois.

Crise nas Múltiplas Terras tem uma premissa bem interessante: mostrar as histórias nas quais foi sendo o formado o conceito do multiverso da DC Comics, e que veio a dar no melhor crossover já escrito, Crise nas Infinitas Terras. Se Crise nas Infinitas Terras foi o fim do multiverso - pelo menos durante 20 anos -, Crise nas Múltiplas Terras vem mostrar o início. Era preferível, porém, permanecer na ignorância. O que CIT tem de genial, CMT tem de horrível. Vou ser sincero: eu nunca li histórias em quadrinhos tão toscas. Eu sequer imaginava que pudesse existir algo tão ruim. É irônico perceber que um conceito tão legal quanto o multiverso surgiu em histórias com premissas ridículas, tramas ridículas e caracterizações de personagens ridículas. A Panini até que tentou dourar a pílula com capa dura e papel de luxo, mas o resultado é merda banhada a ouro. Só vale para colecionadores fanáticos ou alguém que, como eu, não fazia idéia da furada. Sequer consegui ler até o final. Quer um conselho? Passe longe!

Quanto à revista dos Vingadores, faz parte de uma coleção da Panini que visa publicar histórias clássicas de quadrinhos DC e Marvel. No caso, a história é a famosa Guerra Kree-Skrull, um arranca-rabo entre impérios alienígenas que encontra a Terra pelo caminho. Pra quem não lembra de quem se trata, os Vingadores são um grupo formado classicamente por Capitão América, Homem-de-Ferro, Thor e outros menos cotados. A história está longe de ser o lixo que forma Crise nas Múltiplas Terras, mas a trama é demasiado ingênua, confusa e o final força o suspension of disbelief até a ruptura. Fraco também.



FUGITIVOS: FUGINDO EM NOVA YORK (Marvel Especial #10)
Joss Whedon (roteiro)
(Panini Comics, 2008 - Marvel Comics)


Depois das bombas citadas, Fugitivos é um colírio mental. A premissa do grupo é bastante boa e Joss Whedon consegue criar uma história cheia de idas e vindas e prender a atenção até o fim. Histórias de grupos sempre têm o problema das personalidades de alguns integrantes ficarem indistintas ao leitor pela não exploração devido à quantidade de personagens. Aqui, Whedon consegue dar vida independente a cada um dos personagens, fazendo o leitor se preocupar com o destino deles. Sem falar que histórias de viagens no tempo, quando bem executadas (como é o caso), rendem excelentes tramas. Destaque para a interessantíssima relação entre a "fugitiva" Karolina, uma alienígena gay com aparência perfeitamente humana e Xavin, um superskrull (e, como skrull, transmorfo) em treinamento que se assume a forma e a personalidade de uma garota humana para namorar a Karolina. Outro ponto positivo é que a relação é explorada sem estereótipos nem cerimônia, rendendo ótimas situações.


OS LIVROS DO DESTINO (Universo Marvel Anual #2)
(Panini Comics, 2008 - Marvel Comics)

A história é um documentário biográfico sobre Victor Von Doom, narrado pelo mesmo e por pessoas importantes em sua vida. Muito bem escrita, prende do início ao fim, mostrando a infância em uma tribo cigana e os primeiros envolvimentos com magia e tecnologia, a ida para os EUA, o primeiro encontro com Reed Richards, a origem de suas deformações e por fim a revolução que o leva ao trono da Latvéria. Recomendo!


CONAN: AS JÓIAS DE GWALHUR

Embora eu nunca tenha me empolgado com nada do Conan, também nunca li nada que achasse ruim. Esta não foge à regra: é bem escrita, movimentada e tal. Não fará um não leitor de quadrinhos se render, mas é uma boa pedida pra quem curte. A história retrata a juventude de Conan e suas maquinações para obter um tesouro que o deixaria milionário: as Jóias de Gwalhur. Mas também há outros querendo a mesma coisa. Vale a leitura.


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A intenção de escrever sobre tudo de novo que é lido, visto, ouvido ainda está de pé. As informações faltando se devem ao fato de que as revistas não são minhas e já foram devolvidas no momento em que escrevo.

Um comentário:

Maxoel Barros Costa disse...

Enquanto os quadrinhos americanos esperavam a maturidade, os europeus e asiáticos já a tinham adquirido. Vale lembrar que Lobo Solitário, 2000Ad, Marvel UK e Metal Hurlant são da década de 70. Grande parte da maturidade aos quadrinhos de Super-heróis deve-se à entrada de europeus e independentes aos mainstream.