sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Declaração de voto: Lindberg (PT)

Com meus votos em Lindberg acontece algo como no aforismo de Karl Marx que diz que a história acontece como tragédia e se repete como farsa. A primeira vez em que votei nele, 1998, foi a tragédia: candidato a deputado federal pelo PSTU (1616, ainda lembro!), teve uma imensa votação (se bem me lembro algo em torno de 90 mil votos) mas não o suficiente para se eleger, uma vez que o PSTU encarava - e este tipo de firmeza eu admiro - sozinho, sem coligações, a eleição. Na mesma eleição, Luiz Sérgio (PT) conseguiu uma vaga com cerca de 15 mil. Certamente foi um baque para Lindberg (foi pra mim que só votei, imagine para o próprio). O que talvez explique - mas decerto não justifica - as suas alianças atuais, cujas propagandas constituem insistentes tentativas de me fazer deixar de votar nele. Se alguém há um ano me dissesse que eu votaria em um sujeito que aparece em placas ao lado de Sergio Cabral e Jorge Picciani, eu certamente diria a este alguém que está variando. Pois é, esta é a minha situação com o voto no 131, e talvez seja esta a "farsa" - ou drama, vai saber - como a qual a história se repete.

Mas você poderia votar nulo no segundo voto pra senador, alguém diria (pois o primeiro, óbvio, é do Milton Temer). O problema são os competidores: além do Lindberg, os cinco candidatos a senador no RJ mais bem colocados nas pesquisas são Marcelo Crivella (PRB), Cesar Maia (DEM), Jorge Picciani (PMDB) e Waguinho (PT do B). Entendeu a merda em que estamos metidos aqui no RJ?

Um comentário:

Anônimo disse...

Votei nele!