sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Miséria eleitoral

A coisa está tão feia em Campos que nem a boa e velha campanha pelo voto nulo pode ser feita decentemente: periga pensarem que estamos querendo que votem em Arnaldo Vianna.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

twitter

Eu agora estou no Twitter. É bem legal, recomendo.

os mitos da pirataria

Aqui um interessante e ilustrativo texto a respeito dos mitos alardeados pelas milícias anti-pirataria. Outro fato curioso é que o autor sequer está perto de ser de esquerda e chega a citar um texto do (argh!) Instituto Von Mises.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

eternidades da semana >> 6 a 12/10/08

MONOBLOCO - Ao Vivo
(2005)

O Monobloco é uma banda que confirma uma antiga suspeita minha, de que seria possível fazer uma coisa legal e não burocrática com bateria de escola de samba. Eu já conhecia o DVD há algum tempo, mas só agora fui escutar o disco. A banda é uma união de figuraças: Pedro Luís (& a Parede), Sérgio Loroza (o Figueirinha de A Diarista), Rodrigo Maranhão (Bangalafumenga) e outros. Esta é a formação do disco, não sei como está atualmente.

Sobre o disco, é simplesmente excelente, o que é estranho para o meu gosto, já que é um álbum de covers e eu costumo não gostar destas coisas. Porém, a proposta é muito boa e bastante bem executada. É uma rara união de pop (no sentido de música para arrebatar multidóes) e qualidade. Loroza é uma figuraça, e entre os vocalistas (são 3) é quem se sai melhor. Covers inusitados como Taj Mahal (Jorge Ben), Imunização Racional (Tim Maia), Miséria S/A (O Rappa), Tropicana (Alceu Valença), tudo tocado com bateria de carnaval. Alguns dos arranjos são bastante ousados, fugindo completamente do óbvio que se poderia esperar de um grupo com um grande número de integrantes.

Além destas, coisas mais tradicionais para o estilo como Coisinha do Pai, Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua e Aquarela Brasileira. Ainda tem participação especial de Lenine (e também de Fernanda Abreu, mas não vejo relevância alguma nisto).

O ponto alto disco fica com os MCs Júnior e Leonardo cantando em um pout-pourri de 10 minutos com funks da dupla carioca. Seria de se esperar que o resultado ficasse no mínimo estranho, porém a mistura destes dois ritmos brasileiros é explosiva, sendo o melhor trampo de percussão do disco, chegando a lembrar, por vezes, os maracatus envenenados da Nação Zumbi. A parada é simplesmente viciante, já devo ter ouvido umas 300 vezes.

Enfim, quem é "rock'n'roll na veia" vai achar uma merda, mas estará perdendo um dos melhores blockbusters já feitos no Brasil.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Pra entender

Também em dúvida com o cenário político maluco da nossa cidade? Se Arnaldo rodar vai ter outra eleição? Rosinha é prefeita? E aí?

Talvez ajude ler isto, isto e isto.

domingo, 5 de outubro de 2008

Lixo político, literalmente

Que estamos atolados no lixo político todos já sabem. Porém, venho reclamar do lixo político literal, milhares de papéis de propaganda política espalhados pelas ruas do IPS e bairros vizinhos. É muito, mas muito lixo.

Que tipo de idiota acha que irá ganhar votos espalhando lixo pela cidade e contribuindo para enchentes caso haja uma chuva? Se em época de campanha tratam a cidade deste modo, pode-se imaginar a desgraceira que farão se eleitos.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Programação radical

Conheça meu hemisfério esquerdo.

faça seu ouvido feliz >> pouca vogal

Como complemento ao último post, cabe informar que o disco/dupla/projeto Pouca Vogal, formado por Humberto Gessinger e Duca Leindecker (Cidadão Quem), está disponível para download aqui.

Os Engenheiros do Hawaii estão mortos! Longa vida então?

Quem conhece os Engenheiros do Hawaii e lê este blog, mesmo que não me conheça, sabe que sou fã da banda. Do nome do blog ao título de uma das seções, pipocam citações à obra dos Engenheiros. Apesar de lançar discos com regularidade desde 1985, considero a banda morta em 1994, com a saída do guitarrista Augusto Licks. Após uma reanimação em 1995, com Simples de Coração, a banda morreu de vez com a saída do baterista Carlos Maltz. Os discos que vieram depois, alguns até bem legais, são qualquer coisa, menos Engenheiros do Hawaii.

Somente agora, no primeiro trabalho de Humberto Gessinger sem o nome Engenheiros do Hawaii em mais de 10 anos (o anterior havia sido um solo, lançado em 1996), o espírito da velha banda parece estar de volta com Pouca Vogal, trabalho da dupla Gessinger+Leindecker. Eu disse "parece" porque ainda não ouvi decentemente o disco, mas os sinais são excelentes: o release (o link não vai direto, clique em 'Release' por favor, maldito Flash!) do trabalho e a resenha escrita pelo companheiro de longos anos no "engenheirismo" Rodrigo Rosselini (onde, aliás, descobri a novidade).

Ansioso para ouvir decentemente o disco (ou seja, não ouvir enquanto faço outra coisa, como trabalhar, dirigir ou cochilar).

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Bem-vindo a Campos

Estava ontem subindo a Formosa de carro e, por erro meu, quase atropelei um motociclista. Seria algo não muito digno de nota - já que nada aconteceu - não fossem alguns detalhes.

Vinha, como disse, pela Formosa na faixa da direita quando o carro da frente - um desses, com design moderno, que se parece com todos os outros - simplesmente parou. Eu, que vinha atrás, parei também, esperando que descesse alguém ou algo do tipo. Nada. Como percebi que o carro não dava sinais de que iria sair dali, me preparo para passar à outra pista. Tenho um problema secular com espelhos retrovisores. Eles sempre têm um ponto cego para mim, de modo que sempre tenho que mover a cabeça ou olhar fora do carro para pegar esse tal ponto. Desta vez, puto com o sujeito com o carro parado no meio da rua, esqueci deste movimento e eis que vinha uma moto e foi o que contei no primeiro parágrafo. O cidadão desce da moto - uma destas pequenas, tipo Biz - e começa a reclamar (era daquele tipo que desce pra arrumar confusão e tal) e, como eu estava errado, simplesmente pedi desculpas e esperei que o sujeito terminasse de falar. Findo o festival de insultos, qual é a primeira coisa que o motociclista faz? Atravessa a 13 de Maio com o sinal vermelho.

A moral da história é que reclamamos de Mocaiber, Arnaldo, Garotinho, Rosinha e assemelhados mas estes são apenas a ponta do iceberg. Basta fazer um pequeno passeio de carro pelo centro da cidade para perceber que cidadania e respeito com o espaço público aqui são piada. Campos - ou pelo menos a Campos motorizada, do carrão à mobilete - merece, com louvor, os políticos que temos.