domingo, 19 de abril de 2009

eternidades da semana >> 13 a 19/04/09

Tenho estado preguiçoso pra ouvir música nova ultimamente. Como disse em post anterior, vou tentar um novo formato, escrevendo não só sobre os discos novos que ouço, mas sobre quadrinhos, livros, filmes, séries e tal. Vamos ver se tenho disposição pra isso.

Nesta semana, só quadrinhos:

Skizz: Contato Imediato
(Alan Moore e Jim Baikie, Pandora Books, 2003 - 2000 A.D., Inglaterra, 1983)

Um extraterrestre (Skizz) com defeitos em sua nave cai na Inglaterra - mais precisamente, em Birmingham - e faz amizade com uma garota que o ajuda a sobreviver às ameaças de agentes do governo inglês que temem que a criatura seja um ponta-de-lança de uma suposta invasão. Tenho esta HQ há tempos mas ainda não havia lido. Um tanto ingênua, não é uma das grandes obras de Alan Moore, mas é uma boa história, com ritmo fluente, divertida e bem acima da média geral das HQs. Interessante ver os dilemas de Skizz a respeito de sua crescente revolta pela violência dos terráqueos. Foi escrita no início da carreira de Moore, para a editora inglesa 2000 A.D. A arte de Jim Baikie não é genial mas segura a onda numa boa. Somente encontrável em sebos.


Surfista Prateado: Réquiem #1
Surfista Prateado: Réquiem #2

(J. Michael Straczynski e Esad Ribic, Panini Comics, 2009 - Marvel Comics, EUA, 2008)

O Surfista Prateado descobre que está a duas semanas da morte. É o estopim para uma excelente história tendo como pano de fundo uma discussão filosófica sobre a vida e a morte e a importância do que fazemos no período entre as duas. O Surfista é um personagem com um forte viés filosófico, uma espécie de Horácio do universo Marvel (ou o Horário é o Surfista da Turma da Mônica?). Personagens assim são arriscados, pois qualquer excesso do escritor pode pôr tudo a perder. Felizmente, Réquiem fica longe disto. Tudo que o escritor, J. Michael Straczynski, tem feito de meia-boca com o Homem-Aranha foi pago com juros aqui. Não há o que criticar na história. A arte de Esac Ribic - primeira vez que leio algo dele - apenas valoriza o ótimo texto. Faz muito tempo que não leio algo assim vindo do mundinho dos super-heróis. Se você correr, provavelmente, ainda encontra as duas edições nas bancas.


Justiceiro Anual #2
(Vários autores, Panini Comics, 2007 - Marvel Comics,EUA, 2004, 2006, 2007)

Para quem não conhece, o Justiceiro (Frank Castle) é um psicopata que teve a família - mulher e um casal de filhos - assassinada por mafiosos e que depois disto dedicou a vida a matar crimimosos, do ladrão de galinhas aos chefões da máfia e colarinhos brancos. Há alguns anos o personagem vem sendo escrito por Garth Ennis (Preacher, Hitman), que faz um excelente trabalho. Tanto que neste anual, das quatro histórias, escritas por Stuart Moore (a primeira), Andy Diggle (a segunda) e Garth Ennis (as duas últimas), é fácil perceber que todas seguem o cânone que Ennis definiu para o personagem, mas apenas o próprio consegue retratar o universo de decadência e desespero que emana de Frank Castle e dos que o cercam. As duas primeiras são boas histórias, mas ainda assim servem apenas de aperitivo para aquelas escritas por Ennis. Na primeira, em uma trama que lembra um pouco as histórias do Batman, o Natal serve de oportunidade para Castle encontrar os assassinos de um menino e um policial. Na próxima, um mafioso delator sob o programa de proteção à testemunha tem seu paradeiro encontrado pelos ex-colegas que entregou: um orfanato na noite de Natal. Na terceira, uma viagem à infância de Castle, cercada de violência. Na segunda, oportunamente intitulada "O Fim", o leitor é levado a um distópico futuro onde uma guerra nuclear total praticamente dizimou a humanidade. Só estas duas últimas já valem a revista inteira. Se encontrar em algum sebo por aí, leve. Eu mesmo pretendo fazer isto, já que a edição que eu li é emprestada.


Homem de-Ferro: Extremis #1
Homem de Ferro: Extremis #2
Homem de Ferro: Extremis #3

(Warren Ellis e Adi Granov, Panin Comics, 2006 - Marvel Comics, EUA, 2005)

Depois de Authority, espero tudo que é feito por Warren Ellis com alta expectativa. Desta vez, relativamente frustrada. A narrativa fragmentada é conduzida de modo excelente e a ótima arte de Granov ajuda bastante na fluidez. As cenas de luta são de encher os olhos. Porém, a história é meio simplória: pesquisas militares vazam para um grupo de terroristas que criam uma arma biológica, uma mulher pede ajuda ao herói da vez e só o Homem de Ferro poderá blá-blá-blá. Como é Ellis e não um tosco qualquer que escreve, a história tem vários detalhes que enriquecem a leitura. Mas é um tema meio batido. Salvam-se as tradicionais tiradas políticas do escritor, como quando contrapõe Stark - um industrial com estreitos laços com os militares estadunidenses - a um clone de Michael Moore e o diálogo entre o psicopata Mallen defendendo a Ku-Klux-Klan e modo WASP e uma moça anti-fascista. Resumindo: ler Homem de Ferro: Extremis está longe de ser um sacrifício, mas também não chega a ser algo memorável. Passa de ano, mas não com louvor.

domingo, 12 de abril de 2009

Semana sem eternidades

Prometi outro dia a volta das postagens com as mini-resenhas do que foi visto/ouvido/lido na semana. Não têm sido cumpridas por um prosaico motivo: não tenho visto/ouvido/lido absolutamente nada. A principal culpada desta vez não é uma nova linguagem de programação ou framework, mas simplesmente a boa e velha preguiça - também conhecida como "A Nobre Arte De Não Fazer Porra Nenhuma". Como, porém, a fila só aumenta, semana que vem certamente teremos novidades.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Cinema brasileiro na planície

Mostra de cinema brasileiro no SESC-Campos. Começa amanhã e vai até agosto. Muito provavelmente estarei lá. Informação de Alexandro F. no Urgente.