terça-feira, 26 de maio de 2009

3namassa

Tentando versões curtas das coisas ouvidas, vamos ver se desta vez desenrola.


3NAMASSA - Na Confraria das Sedutoras
[2008, Brasil]

É uma parada estranha. Um som meio eletrônico/samba/low-profile, músicas compostas por figuraças como Rodrigo Amarante, Jorge du Peixe, China, Marcelo Campelo, Fernando Catatau e outros, cantadas por outras figuraças como Thalma de Freitas, Céu, Pitty e recitadas/monologadas por algumas atrizes como Simone Spoladore e Leandra Leal. A intenção era certamente evocar sensualidade mas o resultado final, salvo algumas exceções, me soou caricato. Da metade pra frente já dá uma certa vontade de que o disco termine logo. Os destaques vão para os desempenhos das cantoras citadas e para um rap cantado por Lurdes da Luz. Vale pela curiosidade.

terça-feira, 5 de maio de 2009

E os apreciadores de bons quadrinhos perdem mais uma...

A Ediouro rescindiu o contrato com a DC - ou seja, nada mais de Vertigo, Wildstorm e ABC nas bancas brasileiras.

E ainda resta saber o que vai acontecer com Corto Maltese...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Tri sobre os três

O quinto tri do Flamengo não foi apenas sobre o Botafogo, mas sobre os outros times chamados "grandes" do Rio também. Senão vejamos:

- Botafogo
Este é o óbvio: um tricampeonato com as três finais sobre o Botafogo. Freguês.

- Fluminense
Acabou a única coisa que o Fluminense tinha mais que o Flamengo: o número de títulos estaduais. Perdeu.

- Vasco
Bom, o Vasco foi eliminado de 4 a 0, e pelo vice-campeão. E vai disputar a segunda divisão do campeonato brasileiro esse ano. Contra esse nem precisa fazer nada. Só falta mesmo Eurico Miranda voltar pra festa ficar completa. Fodido.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Em que mundo você prefere estar?


Todos os que me conhecem sabem que sou um entusiasta do software livre. Software livre não é apenas "programa de graça". Um software livre pode ser não só copiado como modificado e passado adiante, vendido e utilizado do modo que melhor convier ao usuário. Só não pode ser fechado, ou seja, qualquer redistribuição de modificações tem que acompanhar o código-fonte modificado - ou seja, o modo como o software foi feito nos seus mínimos detalhes. Em outras palavras: a única restrição é que as modificações e extensões realizadas sobre estes softwares não podem deixar de ser livres. Se isto não é o maior instrumento de democratização tecnológica que já existiu, sequer posso imaginar qual seria. Além disto, excetuando-se nichos - multimídia, CAD, games e alguns poucos outros - os softwares livres estão entre os melhores. Na minha área de trabalho, desenvolvimento de software, as melhores alternativas são livres. Eu não trabalho atualmente com tecnologia alguma que não seja livre, e não é por custo, mas por pura opção técnica. Qualidade.

Porém este não é um blog técnico e não é disto que quero falar. Estava agora formatando o computador e instalando o Windows Vista Home Edition e o Linux Ubuntu 9.04, depois de um ano exclusivamente com Linux no computador. A instalação do Windows se tornou necessária por motivos de compatibilidade com arquivos DOT com formatação de artigos para congressos científicos. Esta exigência é ridiculamente tosca: além de prender o pesquisador a uma plataforma proprietária (o que, por si só é um absurdo em se tratando de ciência), o Word é um editor de texto muito vagabundo. Qualquer um que já tenha editado um documento de maior porte no nele ou que tenha muitas imagens sabe o inferno que é: problemas de posicionamento de imagens e tabelas, lentidão quando o documento aumenta de tamanho ou tem muitos objetos, esquema tosco de divisão por seções e muitos outros. Para textos científicos deveria ser exigido o uso de uma ferramenta como o LaTex, principalmente na área de computação, para os quais a desculpa da dificuldade não cola.

Reclamações à parte, também ainda não é sobre isto que queria escrever. Ainda que não fosse a qualidade superior, o software livre seria um lugar legal simplesmente pela filosofia e pelo tipo de ambiente em que se está e pela maneira como o usuário é tratado.

Na contracapa do "Guia Rápido de Introdução" do Windows Vista Home Basic (ver foto) há um antipático texto dizendo que o usuário não poderá usar o produto se não cumprir "integralmente" os "procedimentos" de ativação. Em português claro, o usuário precisa provar que não é ladrão (sim, ladrão, pois não eles mesmos que dizem que "pirataria é crime"?). Ou seja, o infeliz vai lá, compra o software (mesmo que venha no computador, o custo está embutido) e ainda tem que fazer malabarismos para provar que o software que comprou é realmente dele. O texto ainda avisa que, dependendo do que se for fazer, pode ser necessário completar a coisa por telefone e, claro, pagar as tarifas cabíveis (sim, o texto também adverte o infelizusuário disto.

Eu tirei a foto acima para mostrar os dois softwares, apesar do Linux que eu instalei ser uma versão mais recente (esta da foto é a que eu tenho a caixinha, é de outubro de 2008 - por isso 8.10 - e, sim, já está ultrapassada, negando a lenda de que softwares livres são pouco atualizados). Além disto, eu havia digitado o tal texto antipático para postar aqui. Porém, lendo um pouco mais o tal "Guia Rápido", vi que nenhuma parte dele pode ser reproduzida em nenhum meio sem a autorização expressa da "Microsoft Corporation". Daí, optei porfui obrigado a excluir o texto e empastelar a foto (afinal a imagem também é parte do livrinho, certo?).

Bom, este é o mundo do software proprietário. A você, usuário, cabe sacar o cartão de crédito e ter como única escolha a forma de pagamento. Ou então a pirataria. A maioria das pessoas acha que estas são as únicas relações possíveis com software e se acostumam. Ah, e ainda vivem acossadas pelo medo de vírus o tempo todo.

Há um outro mundo possível, que é o software livre. Assim como fizemos com o Windows, façamos uma análise do conteúdo da caixinha do Ubuntu. O Ubuntu é uma distribuição Linux orientada ao usuário final cuja instalação pode ser baixada do site deles ou você pode se cadastrar no site deles para receber o CD em casa, de graça. Eu já pedi o CD da versão 9.04 (que saiu no dia 23/04/2009) mas evidentemente ainda não chegou, então baixei a ISO do CD. Bom, vamos ver o que o Ubuntu nos diz (deste eu posso reproduzir o texto sem ferir "direitos autorais", e fico aqui imaginando que direito autoral poderia haver em um texto ridículo e burocrático como aquele do Windows). Como o texto não precisa se ater a mesquinharias, é sucinto e informal. Cito algumas frases:
- Ubuntu will always be free of charge, including enterprise releases and security updates.
- Ubuntu CDs contain only free software applications; we encourage you to use free and open source software, improve it and pass it on.
- This CD can be used to install Ubuntu on an unlimited number of PCs, desktops and laptops. So install it, enjoy it, and pass it on to your family, friends and colleagues!

Em uma tradução livre:
- Ubuntu sempre será livre de custos, incluindo lançamentos "enterprise" e atualizações de segurança
- Os CDs do Ubuntu contêm apenas aplicações de software livre; nós estimulamos você a usar software livre e de código aberto, melhorá-lo e passá-lo adiante.
- Este CD pode ser usado para instalar Ubuntu em um número ilimitado de PCs, computadores de mesa e laptops. Então instale-o, desfrute-o e passe-o adiante para sua família, amigos e colegas!


Quero deixar claro que software livre é um modelo de negócio, não é filantropia e nem as empresas que produzem software livre o fazem por desapego e amor à humanidade. Porém, é um modelo mais democrático, evita pagamento de royalties a empresas estrangeiras, permite maior liberdade de troca de informações e, como não há limitação de royalties e nem segredo industrial, qualquer um, em qualquer país, pode estar em pé de igualdade com o fabricante para o oferecimento de consultorias. Além disto, o software pode ser customizado por interessados.

Diante de tudo isto, em que mundo você prefere estar?