segunda-feira, 27 de julho de 2009

eu fui >> people flex 3

Depois de um tempão sem ir a shows de metal, lá vou eu. A maior curiosidade era em relação ao show do Anesthesia of Beer e o show não desapontou. Mas vamos começar do começo. O show estava marcado para as 15 horas, e eu cheguei às 17:30, achando que já teria perdido bastante coisa. Constatei, entretanto, que a cena de Campos não muda e o primeiro show, do Evil Invaders, ainda não havia começado. Não muda em termos, pois nos tempos do Viagra era a (falta de) organização que causava os atrasos; no show de ontem foram as bandas. Nenhuma - exceto a banda que veio de Aracaju-SE - estava com todos os integrantes presentes. As primeiras, pelo menos, deveriam. E nem rola, com razão, uma banda visitante - e de longe - abrir os trabalhos.

Lá pelas 18 horas começa o Evil Invaders, daqui de Campos. Banda legal, o pessoal toca bem, mas é aquela coisa: thrash metal oitentista é tão minha praia quanto música popular do Quirguistão. Eu não conhecia nenhuma das músicas, exceto uma do Sepultura do disco Schizophrenia, mas que não me lembro o nome. Show legal mas de um estilo que não gosto.

A segunda, Left Hand, de Barra de São João-RJ, tem um som legal, um estilo mais próximo das coisas que eu ouço, lembrou um pouco Zero Vision dos bons tempos, com aquele típico desespero cadenciado. Gostei.

Depois veio o esculacho: Anesthesia of Beer. O pessoal falava bem da banda, mas superou todas as minhas expectativas. Pressão total, som muito pesado, o povo enlouquecido na roda, gente subindo no palco pra pular na roda e cantar pedaços das músicas toda hora. As músicas, clássicos imediatos do rock campista. Tenho, há tempos, uma teoria de que o público de metal de Campos só gosta de putaria. Tente pensar, de uns 15 anos pra cá, nas músicas das bandas de metal locais que ficaram famosas na cena e vai ver que boa parte é putaria. A estas vêm se juntar pérolas como Cerveja Gelada Buceta Raspada, Raining Beer e Pelado no Mosh. Nesta última um dos guitarristas ofereceu um adesivo a quem fizesse o que sugere a música. Felizmente ninguém atendeu ao apelo. Mas a melhor do show foi Petisco Madness. Não há como não sair cantando(?!) também: "Petisco madness/Larica way!!" Muito bom e melhor show da noite entre os que eu vi.

Após o A.O.B., foi a vez dos macaenses do Antes da Guerra. Minha expectativa, como fã de grindcore, era alta com a banda, mas não gostei muito. O som estava absurdamente embolado e não era possível entender quase nada. Pressão a banda tinha de sobra e era um trio, o que já faz ganhar vários pontos na minha escala. Mas o som realmente não ajudou.

Depois disto ainda vinham Nucleador (os caras de Sergipe) e os campistas do Residuus. Só que o sono - e eu ainda tinha que passar no supermercado - não me permitiu ficar mais. Residuus então fica pra próxima e Nucleador talvez pra nunca.

Esqueci de levar a máquina - esqueci, na verdade, que escreveria o relato do show -, então nada de fotos. Se eu achar algo rede afora, linko aqui.

sábado, 4 de julho de 2009

orquestra brasileira de música jamaicana

ORQUESTRA BRASILEIRA DE MÚSICA JAMAICANA - OBMJ (2009)



O nome me atraiu de cara. Nomes esdrúxulos indicam, no mínimo, personalidade. Para o bem ou para o mal. Neste caso, felizmente, para o bem é pouco. A idéia dos caras é tocar, em forma de reggae e ska - e algo de jazz -, clássicos da música brasileira como Águas de Março, O Barquinho, Carinhoso, Tico-tico no Fubá e - pasme! - O Guarani. E ainda tem uma ótima música própria, Ska Around the Nation, que não deve nada às versões dos clássicos.

Eu pensei que nunca, em momento algum, fosse dizer que músicas como as citadas são divertidas (as considero, na verdade, o oposto), mas esta é a palavra para as versões da OBMJ. Além de serem muito bem tocadas e com arranjos pra lá de criativos. Vale a pena mesmo! Sobre os integrantes, há membros de bandas como Pato Fu (não esperem John ou Fernanda, é o tecladista Lulu Camargo), Funk Como Le Gusta e Skuba.

E o melhor de tudo, você pode baixar aqui.