quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Declaração de voto: Marcelo Freixo (PSOL)


Começo desenrolando o porquê dos meus votos na ordem da urna eletrônica.

O voto pra deputado estadual este ano é para mim a escolha mais fácil, simples e óbvia de todas. Marcelo Freixo (PSOL) fez, certamente, um dos melhores mandatos de deputado estadual que o Rio de Janeiro já teve.

Explico: além dos requisitos mínimos que se esperariam de um político (mas que uma quantidade ínfima de candidatos consegue atingir), Freixo encabeçou a luta contra as milícias no Rio de Janeiro, sendo presidente da CPI das Milícias, tendo indiciado 225 envolvidos, fato que fez com que o deputado esteja sendo ameaçado de morte pela milícia. Caso não seja eleito, Marcelo Freixo terá que deixar o país. Como disse o delegado da Polícia Civil Vinicius George, coordenador da segurança do deputado, o "preço do cadáver de um deputado é muito mais alto do que o de um professor de história". Além disto, militantes que se arriscam a fazer campanha para Freixo em áreas dominadas por milícias são ameaçadas. Após a CPI, alterou-se a visão que as pessoas tinham sobre as milícias, que são nada menos que organizações de tipo mafioso. Antes, havia espaço para seres do naipe de um Cesar Maia chamá-las de "auto-defesa comunitária" ou Eduardo Paes defendê-las abertamente sem se desmoralizar. Hoje não mais.

Só isto já valeria, e muito, o voto no Marcelo Freixo. Mas ainda tem mais. Pediu a cassação de deputados envolvidos na "bolsa fraude", da ALERJ, o que deu na cassação das deputadas Renata do Posto e Núbia Cozzolino. Pediu e obteve aprovação também da cassação do deputado Álvaro Lins. Aprovou lei para o reconhecimento do funk como movimento cultural musical (funk não é muito o perfil deste blog, mas a questão está muito além do gosto musical). Apresentou pedidos de CPIs para investigação de corrupção na Federação de Futebol do Rio de Janeiro e superfaturamento de compra de medicamentos na Secretaria de Saúde; apresentou projetos de lei contra a tortura, pelos direitos humanos, pela fiscalização dos royalties do petróleo e mais.

E tudo isto não abrindo mão um milímetro de suas posições de esquerda e em defesa dos direitos humanos, e sendo o único deputado de seu partido, o PSOL, partido que não tem aliança com nenhum outro no Rio de Janeiro. Ninguém, repito, fez tanto em uma situação tão adversa, e com tanta coragem, contrariando grandes interesses e a despeito de gravíssimas ameaças de morte.

Por falar nisto, o PSOL caminha com uma dignidade política que não se vê desde os tempos do antigo PT. O PSOL tem parlamentares para reeleger (e parlamentares que estão entre os melhores - se efetivamente não o são - e farão imensa falta ao Brasil e aos estados caso não consigam se reeleger) e, mesmo assim, não se curva às alianças espúrias, vindo sozinho nas eleições, em uma opção corajosa, com o perigo de não conseguir o quociente eleitoral necessário. Além disto, o PSOL não aceita doações de empresas e boa parte da campanha é tocada em trabalho de formiguinha por voluntários, como o dono deste blog vagabundo.

Com tudo isto, devo dizer que nunca votei para deputado com tamanha convicção. 50123 é Freixo!

domingo, 26 de setembro de 2010

declaração de voto

Seguindo o exemplo do caro amigo Vitor Menezes, vou também declarar meus votos nestas eleições.

Na próximaNesta semana, pretendo desenvolver o porquê do voto em cada um. Mas não se enganem, pode ser mais uma daquelas promessas não cumpridas como "dessa vez volto a escrever com regularidade no blog". Vamos lá!

Presidente: Dilma (13 - PT)
Governador: Jefferson Moura (50 - PSOL)
Senador: Milton Temer (500 - PSOL)
Senador: Lindberg (131 - PT)
Dep. Federal: Chico Alencar (5050 - PSOL)
Dep. Estadual: Marcelo Freixo (50123 - PSOL)