sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Declaração de voto: Chico Alencar (PSOL)


Esta será a segunda vez que voto no Chico Alencar para deputado federal, e por um motivo simples. Mais que preciso, é absolutamente necessário ter na Câmara vozes de esquerda que não estejam ligadas ao arco de alianças (e esse arco inclui boa (?!) parte da pior direita) que sustentou o governo Lula e sustentará o provável governo Dilma. E, vale dizer, a única voz de esquerda no Congresso fora do governo é o PSOL. Bom, tem o PV e o PPS, que acham que são de esquerda, mas até aí todo mundo tem o direito de achar o que quiser, certo?

Estas vozes de esquerda independentes são importantíssimas exatamente por isto: independência. Não têm que atender a orientações partidárias por conta de questões relativas a alianças. Não têm contas a prestar a financiadores de campanha, pois o PSOL não aceita doações de pessoas jurídicas. Ter deputados verdadeiramente independentes e de esquerda no parlamento é algo que não tem preço.

Enfim, precisamos de parlamentares que defendam o não contingenciamento de investimentos em serviços públicos; que combatam a bancada ruralista e lutem pela reforma agrária; que defendam os direitos humanos; que lutem pela redução da jornada de trabalho e pelos direitos trabalhistas; que lutem pelos direitos das mulheres e dos homossexuais; que combatam o racismo; que apoiem os movimentos sociais; que lutem pelas reformas política e urbana. Além, claro, daquilo que deveria, para além de posicionamentos políticos, ser um pré-requisito para qualquer cargo público (mas acaba virando bandeira - falsa - para muitos): honestidade, probidade, ética, responsabilidade, espírito público.

Tudo isto, e ainda mais, é o que Chico Alencar tem feito na Câmara, raramente não sendo lembrado quando são listados os melhores ou mais atuantes deputados federais.

Diante disto, não tenho dúvidas: é 5050 para deputado federal!

Declaração de voto: Lindberg (PT)

Com meus votos em Lindberg acontece algo como no aforismo de Karl Marx que diz que a história acontece como tragédia e se repete como farsa. A primeira vez em que votei nele, 1998, foi a tragédia: candidato a deputado federal pelo PSTU (1616, ainda lembro!), teve uma imensa votação (se bem me lembro algo em torno de 90 mil votos) mas não o suficiente para se eleger, uma vez que o PSTU encarava - e este tipo de firmeza eu admiro - sozinho, sem coligações, a eleição. Na mesma eleição, Luiz Sérgio (PT) conseguiu uma vaga com cerca de 15 mil. Certamente foi um baque para Lindberg (foi pra mim que só votei, imagine para o próprio). O que talvez explique - mas decerto não justifica - as suas alianças atuais, cujas propagandas constituem insistentes tentativas de me fazer deixar de votar nele. Se alguém há um ano me dissesse que eu votaria em um sujeito que aparece em placas ao lado de Sergio Cabral e Jorge Picciani, eu certamente diria a este alguém que está variando. Pois é, esta é a minha situação com o voto no 131, e talvez seja esta a "farsa" - ou drama, vai saber - como a qual a história se repete.

Mas você poderia votar nulo no segundo voto pra senador, alguém diria (pois o primeiro, óbvio, é do Milton Temer). O problema são os competidores: além do Lindberg, os cinco candidatos a senador no RJ mais bem colocados nas pesquisas são Marcelo Crivella (PRB), Cesar Maia (DEM), Jorge Picciani (PMDB) e Waguinho (PT do B). Entendeu a merda em que estamos metidos aqui no RJ?